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Crioestaminal Wikipédia, a enciclopédia livre

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Um dos principais marcos na vida da Crioestaminal dá-se em 2006 com a abertura do seu próprio laboratório no Biocant Park. Com o encerramento destas unidades laboratoriais, a Crioestaminal assegurou a continuidade do armazenamento das amostras destas famílias nas suas instalações em Cantanhede. A Crioestaminal integra desde 2018 o Grupo Famicord, o maior grupo europeu de bancos de criopreservação na Europa e terceiro a nível Mundial.

Podem diferenciar-se em todos os tipos de células especializadas do corpo, tais como células musculares, glóbulos vermelhas e células nervosas. Em Portugal, projetos como a utilização de células estaminais pluripotentes induzidas (iPSCs) têm mostrado aplicações clínicas promissoras. Drosophila tem várias populações de células estaminais, todas reguladas dinamicamente durante o desenvolvimento, sendo, portanto, um modelo fantástico diferenciação celular para estudar células estaminais. As células estaminais normalmente passam por ondas de proliferação e quiescência e mudam o tipo de células diferenciadas que geram ao longo do desenvolvimento animal.

Grupo Famicord – Maior Banco Europeu de Células Estaminais

  • Resultado dos seus esforços de investigação & desenvolvimento, a Crioestaminal é a primeira empresa nacional a deter uma patente para uma terapêutica com base em células estaminais.
  • Com o encerramento destas unidades laboratoriais, a Crioestaminal assegurou a continuidade do armazenamento das amostras destas famílias nas suas instalações em Cantanhede.
  • Em Portugal, os estudos avançam com o objetivo de ampliar as aplicações clínicas e garantir a segurança e eficácia dos tratamentos.
  • Drosophila tem várias populações de células estaminais, todas reguladas dinamicamente durante o desenvolvimento, sendo, portanto, um modelo fantástico para estudar células estaminais.

A Crioestaminal investe uma parte significativa das suas receitas no desenvolvimento de projetos de investigação, com o objetivo de alargar o âmbito de aplicações terapêuticas das células estaminais do sangue do cordão umbilical. Crioestaminal – Stemlab, SA, fundada em 2003, foi pioneira e é líder em Portugal no isolamento e criopreservação de células estaminais do sangue e do tecido do cordão umbilical. Esta patente refere-se a uma formulação em gel com células estaminais do sangue do cordão umbilical para o tratamento de feridas crónicas em diabéticos, uma condição normalmente conhecida por “pé diabético”. Nesse anos a Crioestaminal liberta mais 2 amostras de sangue do cordão umbilical criopreservado em Portugal para 2 crianças com paralisia cerebral, tendo um tratamento decorrido nos Estados Unidos e outros em Espanha.

Embora vários aspectos da biologia das células estaminais já sejam compreendidos, ainda não é totalmente conhecido como é que as células estaminais são direcionadas para gerar um certo tipo de células diferenciadas ou como a proliferação de células estaminais é regulada de forma eficiente. É com essas células estaminais que são feitos os estudos de viabilidade que demonstram a viabilidade de manter células criopreservadas durante 25 anos. A criopreservação consiste em conservar as células por longos períodos de tempo, a baixas temperaturas (-196º C), sem que estas percam a sua viabilidade. Ao todo a Crioestaminal registou 4 patentes que resultaram de 3 projetos de Investigação e Desenvolvimento. Com a expansão do laboratório no início do ano, tornou-se num dos maiores da Europa com capacidade para 300 mil amostras. Estas células estaminais pertenciam ao irmão dessa criança e estavam armazenadas na Crioestaminal desde 2003.

O ano de 2009 é marcado pela primeira libertação de amostras de sangue do cordão umbilical criopreservadas na Crioestaminal para um estudo clínico a decorrer na Universidade de Duke, nos Estados Unidos, em crianças com paralisia cerebral. Durante o desenvolvimento embrionário, as células estaminais são necessárias para a formação, crescimento e regeneração de tecidos e órgãos. Após a clampagem do cordão umbilical, o sangue é colhido para um saco próprio e o tecido para um frasco, sendo devidamente acondicionados de modo a garantir a sua segurança no transporte até ao laboratório.

Entraves ao Avanço do Uso de Células Estaminais em Portugal

O único momento em que pode ser feita a criopreservação de células estaminais do cordão umbilical é no período de 72 horas a seguir à sua colheita no momento do parto. Para que seja possível recolher e guardar das células estaminais do cordão umbilical, existe um processo que permite que as mesmas sejam armazenadas por décadas e utilizadas de imediato, pelo próprio ou por algum familiar compatível, no tratamento de várias doenças. Estas podem diferenciar-se em cartilagem, osso e músculo, entre outros tecidos, estão atualmente a ser investigadas no âmbito da medicina regenerativa (órgãos e tecidos a partir de células estaminais). As características das células estaminais permitem a reparação de tecidos danificados e a substituição das células que vão morrendo, sendo, por isso, tão importantes no tratamento de diversas doenças.

Células estaminais cancerígenas

Apesar dos avanços significativos nesta área, ainda são necessárias investigações mais robustas para determinar os detalhes do uso destas células na prática clínica. Em Portugal, os estudos avançam com o objetivo de ampliar as aplicações clínicas e garantir a segurança e eficácia dos tratamentos.

Desta vez no âmbito de um ensaio clínico que esteve em curso em Bucareste, no Hospital Medicover, denominado CORDUS. Ainda em 2018, a Crioestaminal integra o Grupo Famicord, o maior grupo europeu de bancos de criopreservação e terceiro a nível mundial, reforçando assim a sua posição de liderança no setor da criopreservação. Nesse mesmo ano a Crioestaminal volta a expandir o seu laboratório, desta vez com a preparação de uma nova unidade para produção de medicamentos para terapia celular. A amostra guardada na Crioestaminal foi utilizada para o tratamento de uma criança que sofria de Imunodeficiência Combinada Severa (SCID).

Benefícios e Aplicações das Células Estaminais

Resultado dos seus esforços de investigação & desenvolvimento, a Crioestaminal é a primeira empresa nacional a deter uma patente para uma terapêutica com base em células estaminais. Em 2019 a Crioestaminal liberta 1 amostra de sangue do cordão umbilical autólogo para transplantação hematopoiética numa criança portuguesa com situação grave de Anemia Aplástica. Tendo também enviado mais uma amostra de sangue do cordão umbilical para inclusão no estudo clínico da Universidade de Duke em paralisia cerebral. Ainda em 2010 a Crioestaminal obtém a acreditação internacional pela prestigiada AABB, para análise, processamento, armazenamento e distribuição de sangue do cordão umbilical.

As células estaminais são rigidamente reguladas e, se defeituosas, podem levar a defeitos de desenvolvimento ou mesmo à formação de tumores malignos. Desde 2005, com a criação do Departamento de Investigação e Desenvolvimento (I&D), a Crioestaminal tem desenvolvido projetos de I&D com o objetivo de aumentar o conhecimento e as aplicações terapêuticas das células que guarda. Desenvolve vários projetos em conjunto com entidades de investigação, como o Instituto Superior Técnico de Lisboa, o Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra e o Centro de Histocompatibilidade do Centro. O ano de 2018 ficou marcado pela libertação de duas amostras guardadas na Crioestaminal, desta vez para tratamento de duas crianças com Autismo. Em 2013, a Crioestaminal anunciou um projeto de expansão do seu laboratório, transformando a empresa no 2º maior banco familiar de criopreservação da Europa.

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